Educação multiplicadora: da sala de aula à geração de renda

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03.11.21

Outubro tradicionalmente celebra os professores e o tema da educação ganha as mídias sociais e a atenção da imprensa. Mas, depois do dia 15, a vida volta ao seu rumo e nem sempre o assunto continua em voga. O ponto é que a educação tem que ser prioridade permanente, 365 dias do ano, se queremos mudar o Brasil de fato.

A pandemia agravou ainda mais as profundas desigualdades que os professores enfrentam diariamente. Segundo pesquisa recente realizada pelo Instituto Península, ao mesmo tempo em que os educadores declaram ter orgulho da profissão e 97% entendem que exercem papel importante para a transformação do país, 77% não se sentem valorizados. Essa dicotomia me tocou profundamente. O recado que estamos dando para esses profissionais é que, por mais essenciais que sejam, não vamos mesmo olhar para os seus desafios e necessidades para além do 15 de outubro. É isso que queremos?

Investir no professor é apostar no seu caráter multiplicador, na sua capacidade de ampliar oportunidades e transformar pessoas. Mas não basta acreditar nisso, é preciso escutar as vozes da sala de aula e levar a eles a chance de se afastarem do dia a dia para crescerem profissionalmente. Nessa hora, parcerias entre terceiro setor, governos e iniciativa privada podem potencializar impactos e garantir formação continuada para os educadores. Desde o final de 2020, a Fundação Toyota do Brasil é apoiadora do programa da STEM Brasil no Estado do Amazonas. A iniciativa é tocada pela ONG Educando, que desenvolve formação de qualidade para professores de matemática e ciências naturais em um ciclo de 2 anos – e já impactou mais 600 mil alunos em todo o País. Só no Amazonas, são 189 professores e mais de 13 mil alunos impactados. Por causa da pandemia, o programa tem sido realizado de forma remota. A expectativa é de que em breve as aulas formativas presenciais possam ser implementadas.

Para além da escola e do ensino formal, precisamos olhar também para a educação como agente de transformação social. Ou seja, quem já saiu – ou não teve a chance de frequentar uma sala de aula – também precisa ser olhado e cuidado se quisermos caminhar em direção à igualdade. São vários os projetos que florescem no Brasil para dar oportunidade a grupos minorizados ou em situação de vulnerabilidade.

Para escolher quais projetos apoiar e ampliar sua ação direta na educação, a fundação abriu edital chamando por iniciativas que tivessem impacto social. Foram mais de 233 inscritos, sendo 35 selecionados e três escolhidos. Dois deles são voltados para formação profissional de mulheres de baixa renda, majoritariamente negras, em cursos de culinária, costura e elétrica predial. O outro é um centro de empreendedorismo que desenvolve habilidades das participantes em robótica! Ou seja, para quem já saiu do banco da escola – expressão antiga, eu sei – é preciso dar ferramentas para geração de renda e isso também é educação. Lembrando Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.

Parte da solução para a transformação do Brasil está, justamente, em enxergarmos a educação como uma questão transversal, que deve permear constantemente políticas públicas e projetos privados, e que não se encerra com o cumprimento do ciclo formal. Não há tempo para parar de aprender, em qualquer profissão que seja. Enquanto não entendermos definitivamente que a educação é um pilar fundamental para vida, continuaremos aplaudindo professores somente uma vez por ano.

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