Educação de qualidade

Pesquisa – O Presente do Trabalho:

Desafios e caminhos para empregabilidade das juventudes na era da IA

A Geração Z, pessoas nascidas entre 1997 e 2012, é frequentemente lembrada por valorizar novas formas de se relacionar com o trabalho e de construção de carreiras. Ainda assim, isso não significa que esses jovens rejeitem o vínculo formal de emprego. Quando falamos sobre o futuro da indústria, falamos também sobre a necessidade de modernizar ambientes, relações e oportunidades para que o setor continue sendo uma escolha relevante para as novas gerações. 

Essa percepção ganha força nos dados do estudo realizado pela Fundação Toyota do Brasil, em parceria com a consultoria Teçá Impacto. 

O caminho da pesquisa: combinação de quatro fontes de evidência

Para consolidar o diagnóstico, o estudo combinou análise de dados globais e nacionais já existentes, entrevista quantitativa com estudantes de Instituições de Ensino Técnico e Superior, focus groups com alunos do SENAI e entrevistas em profundidade com especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do UNICEF, entre outros.

Do total de estudantes, 62% afirmaram que o trabalho ideal é a estabilidade de uma vaga CLT em uma grande empresa

 

– O modelo de trabalho remoto ou híbrido foi escolhido por 55,7% dos jovens;

Empresas de tecnologia/startups aparecem em segundo, com 22,8%;

– O ambiente de fábrica/indústria foi citado por apenas 12,7%;

– Já o desejo de ser  freelancer foi escolhido por apenas 5,1%.

 

 

Como a Inteligência Artificial está transformando a experiência do primeiro emprego: 

O levantamento também aponta para desafios estruturais que ainda precisam ser enfrentados. As funções administrativas, tradicional porta de entrada dos Jovens Aprendizes, possui maior tendência de diminuição devido ao aumento do uso de Inteligência Artificial. Ao mesmo tempo, para 47,5% dos jovens, a falta de experiência prévia é a maior barreira para conseguir um bom emprego

“O jovem não está fugindo da carteira assinada, ele busca a segurança do mercado formal. O alerta que este estudo traz é que o setor fabril precisa acelerar sua transição, colocando as pessoas e o bem-estar no mesmo patamar de importância da tecnologia. A indústria só voltará a ser referência de futuro se for capaz de oferecer ambientes humanos, flexíveis e com propósito claro para as novas gerações”, destaca Otacílio do Nascimento, diretor executivo da Fundação Toyota do Brasil. 

 

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